ANSIEDADE MATEMÁTICA

São muitas as profissões que utilizam, cada uma a sua forma, a matemática: Direito, Medicina, Computação, Filosofia, Oceanografia, Astronomia, além, é claro, das Engenharias.

Já que todos precisaremos dela, vamos falar sobre matemática?

Infelizmente é muito comum que os alunos, durante a sua trajetória escolar, criem alguma ansiedade ou bloqueio com esta disciplina. As consequências deste “trauma” podem trazer enormes prejuízos: o desenvolvimento de seu raciocínio lógico ficaria comprometido, assim como sua noção espacial e sua segmentação, e possivelmente haja até mais dificuldade na sua escolha de carreira.

A matemática, assim como as linguagens e as ciências, compõe a base da escolarização cognitiva mundial. O exame PISA (Programme for International Student Assessment, ou em Português, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) avalia há quase 20 anos estudantes do mundo inteiro nestas três áreas. O Brasil não atingiu resultados satisfatórios em nenhuma dessas provas, ficando sempre entre os últimos na classificação mundial.

Pouco tem sido feito pelos governos para mudar essa situação; por isso, até as pequenas atitudes podem ajudar a melhorá-la. Professores, escolas e outras pessoas atuantes no mundo educacional são fatores decisivos, mas é importante que a sociedade como um todo veja a educação como primeiro e importante degrau para o crescimento do país.

Então, como tornar a matemática mais atrativa para os jovens e como prepará-los melhor para um futuro que necessariamente precisará dela?

Veja aqui, por Inês Guimarães (estudante de matemática e YouTuber portuguesa), como a matemática e a tecnologia podem aparecer juntas e de forma muito leve no nosso dia a dia!

Voltando ao bloqueio matemático, ele pode ocorrer já por volta dos 9 anos (dependendo das experiências vividas pela criança), mas adolescentes também podem sentir pela primeira vez essa pressão tardiamente. Para evitar essa situação, é importante que professores e pais fiquem atentos a algumas dicas. Por exemplo:

  1. A criatividade deve ser nossa aliada! Na resolução de problemas e exercícios, quase sempre há mais de uma maneira de desenvolver seu pensamento, portanto não obrigue a criança a seguir um caminho único pré-definido;
  2. Contextualize os conceitos matemáticos! Trazer o dia a dia aos estudos ajuda o aluno a visualizar uma aplicação e a entender o propósito;
  3. O vestibular é importante mas não pode ser o único “porquê” da educação básica. Pais devem escolher a escola de seus filhos pensando na formação humana e na futura emancipação pessoal; um aluno bem formado, por saber suas forças e fraquezas, será capaz de enfrentar diversos desafios, inclusive o vestibular;
  4. Não obrigue a criança a saber tudo! Escolas e professores podem e devem planejar seus conteúdos anuais para priorizar o que realmente é importante para o crescimento cognitivo e pessoal do aluno;
  5. Incentive sempre a experimentação e a tentativa. Errar faz parte do aprendizado!

Se o aluno chegar aos seus 13, 14 anos com o “trauma” de matemática já interiorizado, o que pode ser feito para aliviar e não piorar a situação?

  1. Planejamento e metas! Professores podem mesclar suas aulas (e deixar claro isso para os alunos) com exercícios e problemas mais básicos no início para acolher os alunos com maior dificuldade, e mais difíceis no final (para não deixar de lado o desenvolvimento dos alunos mais hábeis); além disso, ao lado da família, pequenas metas podem ser traçadas para que o adolescente veja que pouco a pouco ele consegue avançar;
  2. Fortaleça a base! Recrie situações de aprendizagem básica (na própria aula ou em aulas extras) para formar a base que pode ter ficado para trás nos anos anteriores;
  3. Acredite! Pais e professores devem também mostrar confiança nos filhos/alunos, mostrando receptividade com a dificuldade do jovem, mas incentivando e valorizando as pequenas melhorias;
  4. Não faça comparações! É importante deixar claro, mas com sutilileza, que há diferentes tipos de habilidades e de inteligências (veja mais aqui), por isso devemos buscar nosso limite máximo, sabendo que este limite é diferente de pessoa para pessoa;
  5. Matemática não se aprende acertando, mas sim errando! Não desistir é um segredo simples mas importante. Normalmente os alunos deixam de tentar depois do primeiro fracasso, e então se faz necessária a intervenção de um adulto para mostrar que com paciência e insistência chegaremos aos nosso máximo!

Para finalizar, uma frase de Carl Friedrich Gauss, um dos matemáticos mais famosos da história: “Não é o conhecimento, mas o ato de aprender; não a posse, mas o ato de chegar lá que concede maior satisfação.”

Bons estudos!

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Autor: 🤓Rafael Pellizzer, professor de matemática e coordenador pedagógico.

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Sugestões de aprofundamento:

Reportagem e vídeo sobre a matemática da MathGurl (Inês Guimarães)

Oito tipos de inteligência

2012 PISA math exam

Uma resposta para “ANSIEDADE MATEMÁTICA”

  1. Reforçando a influência e importância da Matemática em todas as áreas de atuação, nesta semana participei de uma aula on line sobre o papel da teoria dos jogos na gestão de saúde, promovida para Academia Médica Health School. Ficou claro e evidente o papel da matemática na gestão de saúde, principalmente quando se fala em inovações, análise de dados e tomada de decisões. A matemática está ligada realmente a todas as ciências!

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