ATIVIDADE FÍSICA NO TRATAMENTO DA DIABETES

Diabetes Mellitus

Diabetes Mellitus (DM) é uma desordem metabólica crônico-degenerativa de etiologia múltipla que está associada à falta e/ou à deficiente ação do hormônio insulina produzido pelo pâncreas. Caracteriza-se por elevada e mantida hiperglicemia. Na DM ocorrem alterações no funcionamento endócrino que atingem principalmente o metabolismo dos carboidratos. A insulina interfere na manutenção do controle glicêmico, atuando na redução e manutenção a níveis considerados normais, mas também age no metabolismo das proteínas e lipídios, devido à que, além da ação hipoglicemiante, a insulina participa da lipogênese e proteogênese, sendo o principal hormônio anabólico. Assim, no diabético vários processos metabólicos são perturbados.

Associadas as estas alterações, temos outras macro e microangiopáticas e neuropáticas periféricas e autonômicas – e a falta de adequado tratamento pode levar a inúmeras e severas complicações.

 

Cerca de 5% da população total é diabética, crescendo assustadoramente este número com o decorrer do tempo, estimando-se alcançar cerca de 200 milhões de portadores no mundo em 2025, sendo considerada a epidemia do próximo século (IDF, 2000; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001, WHO-WPR, 2001). Atualmente, a DM não tem cura, contudo, com apropriado seguimento de tratamento e cuidados, pode o diabético viver muito e com qualidade. O objetivo é manter predominantemente os valores glicêmicos em níveis próximos ao normal e, dessa forma, evitar ou postergar o surgimento de complicações em decorrência do mau funcionamento orgânico.

Essa é uma pequena definição desse problema gravíssimo que atinge milhares de pessoas no mundo todo. Acredito que sua principal característica seja a forma silenciosa que aparece, digo isso do Diabetes tipo 2, que ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes. Resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina.

Qual a melhor forma de combater essa doença degenerativa?

Tratamento e Educação

As pedras angulares do tratamento estão relacionadas com as mudanças no estilo de vida – dieta e exercícios.
1. alimentação saudável e equilibrada com baixo consumo de carboidratos de alto índice glicêmico;
2. atividade física e terapêutica orientada e prescrita a partir de avaliação física para detectar as necessidades, capacidades e interesses desse diabético;
3. autocuidados, incluindo especialmente automonitorização glicêmica, a fim de acompanhar possíveis alterações nas condições de saúde;
4. medicação quando necessário;

5. educação em saúde do diabético, para que seja possível administrar o tratamento com conhecimento e adequação, desenvolvendo-se a capacidade de observação e automanejo.

Atividades Físicas para Diabéticos

Em relação ao aspecto da terapêutica “Atividade Física”, é importante conduzir o diabético a:

1. conscientizar-se da importância de praticar exercícios e manter uma vida ativa para promover a saúde;
2. reconhecer e saber avaliar os efeitos das diferentes formas de atividades físicas sobre a glicemia sanguínea de acordo com variáveis como horário, tipo de exercício, volume, intensidade;

3. saber realizar os ajustes alimentares e/ou medicamentosos para manutenção da homeostasia metabólica durante e após as práticas físicas.

Aptidão física pode ser considerada uma condição corporal na qual o indivíduo possui energia, vitalidade e as habilidades motoras suficientes para realizar as tarefas diárias e participar de atividades recreativas, isso sem excessiva fadiga. Como ressalta o senso comum, fazer exercícios é bom para a saúde e destaca-se não estar mais em discussão os benefícios do esporte, mas sim, qual a forma mais correta de praticá-los visando alcançar ou manter a saúde. Pois, tanto a falta quanto o excesso de exercícios podem ser danosos ao organismo, especialmente em se tratando de pessoas com problemas metabólicos, como diabetes.

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Autor: 🏐Fábio Durigati, professor de Educação Física e ex-jogador profissional de Vôlei.

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2 respostas para “ATIVIDADE FÍSICA NO TRATAMENTO DA DIABETES”

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