SMARTPHONES EM SALA DE AULA ?!

Eis a questão!

Percebam que eu falei smartphone e não celular. Isto porque os celulares, na verdade, os smartphones, se tornaram uma plataforma de trabalho. Através deles se faz pesquisas escolares, paga-se contas, pede-se comida, encontra-se caminhos, enfim, se faz uma infinidade de tarefas. A dependência por estes aparelhos só aumenta.

Eu que já fui completamente contra seu uso em sala de aula, passei a repensar minha posição e no momento estou até usando! Obviamente que ainda proíbo o uso para ligar e ficar em redes sociais, assim como o uso dos fones de ouvido. Porém, como ferramenta de trabalho utilizo em sala de aula; tudo bem que ainda estou usando de maneira tímica (disponibilizo listas de exercícios no google drive que eles acessam durante a aula para acompanhar a resolução), mas já é um começo. Além disso, estou desenvolvendo atividades para uso através dos smartphones no google forms. Cada vez mais estão sendo desenvolvidas mais atividades para uso através desses dispositivos (em todas as áreas).

Na verdade, enquanto educador, sempre me preocupei em encontrar maneiras de facilitar o aprendizado dos meus alunos: de que maneira certo conteúdo de química (minha área) poderia ser assimilado melhor? São muitas as ferramentas que um professor pode usar em sala de aula; e na minha opinião, os smartphones não podem ser desprezados. No entanto, mais que o simples uso por si só, minha grande preocupação é: como posso usar esta nova ferramenta de maneira produtiva? De que maneira ela pode contribuir com o aprendizado do aluno?

Dependendo da disciplina, os smartphones podem ser usados como uma excelente ferramenta de apoio: a pronúncia correta de uma palavra no inglês, mapas e relevo em geografia, pesquisas em história, laboratórios virtuais em química, enfim, são muitas as possibilidades de bom uso destes aparelhos; basta usar de maneira produtiva.

O fato é que não só os smartphones, mas todos os recursos tecnológicos estão auxiliando/promovendo uma grande revolução educacional (chamada por alguns de 4º revolução industrial/educacional). E, apesar da resistência de boa parcela dos professores (acredito que vem diminuindo), é inegável que está cada vez mais difícil proibir esta ferramenta em sala de aula. A própria lei que proibia seu uso foi revista.

O projeto de lei nº 860/2016 altera a lei 12.730/2007, que proibia o uso de celulares em escolas estaduais. Segundo o governo do estado de São Paulo, até outubro de 2018, sistema wi-fi e banda larga serão instalados em todas as 5 mil escolas da rede.

Assim como qualquer outra tecnologia, o uso por si só desta ferramenta não garante qualidade. Na minha opinião, o mais importante é desenvolver atividades que realmente contribuam para a ensino/aprendizado.

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Autor: 🔬Prof. Dr. Daltamir Maia, docente na área de Química no IFSP e autor de livros didáticos.

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