O QUE EU QUERO SER?

Essa pergunta começa a ser feita quando nós somos crianças e as respostas são astronauta, veterinária, policial, cantor, bailarina, motociclista, professora, bombeiro, lixeiro, modelo, aeromoça, entre outras. Para nós, nesta época, é mais por brincadeira ou um sonho que está muito longe de se realizar. Entretanto, os anos passam, essa escolha vai se aproximando e também mudamos. Não somos mais aquelas crianças sonhadoras, e assim, o que respondíamos na infância deixa de ser a nossa escolha.

É complicado escolher o que você vai fazer pelo resto de sua vida aos 16, 17 ou 18 anos. Pois no momento achamos que essa é a escolha correta, porém o que faremos se for algo de momento e a escolha certa não for a tomada? Será que nos conhecemos o suficiente para decidir isso, se nem mesmo as pessoas mais velhas se conhecem? Essa decisão deve ser puramente racional, emocional ou um conjunto dos dois? Devemos colocar na balança a opinião de outras pessoas? Devemos considerar mais o salário ou a satisfação pessoal? Como podemos decidir se não conhecemos a rotina da profissão?

Temos que arriscar, pois precisamos decidir em algum momento. Se errarmos, começar novamente é uma opção, mas não é a mais prática. A maioria vai tentar esquecer e continuar trabalhando para ganhar seu sustento, postergando a própria felicidade para depois do expediente, nas férias ou quando se aposentar. Como pode ser visto em uma pesquisa feita pelo Deloitte’s Shift Index, 80% dos entrevistados não estavam felizes com seu trabalho, mas não pretendiam mudar de carreira. Esse comportamento pode causar doenças físicas, mentais e emocionais. Poucas pessoas veem que trabalhar tem que ser bom, tem que fazer bem, ser um dos causadores da felicidade e não uma barreira para ela. Temos que procurá-la, mesmo que, talvez, ela só possa ser alcançada em uma utopia. A busca por ela também é importante, já que isso motiva as mudanças e os momentos felizes são raros nesse mundo caótico.

Por isso vou falar um pouco sobre mim, pois talvez um exemplo ajude. Eu sinto esses medos todos os dias, essas inseguranças. Mas mesmo com toda essa pressão de “tem que ser agora”, tentei escolher a profissão que me faria mais feliz. Que tenha um ambiente em que eu me sinta confortável e aceita, que venha ser a minha segunda casa, onde eu possa continuar fazendo o que eu mais gosto. Tem horas que ainda congelo por não ter certeza, mas ainda vejo que é a decisão mais assertiva. Então, se você, aluno que está passando pela mesma coisa que eu, quiser um conselho, te diria pra seguir seu coração. Escolher uma profissão que te coloque em um meio querido, que se sinta à vontade. Seja com a vida de alguém em suas mãos, um novo motor de alta potência para um foguete, cuidando das psiques humanas, fazendo contas mirabolantes ou até espalhando o conhecimento que você adquiriu ao longo de sua vida, tendo esse ambiente de pressão ou não.

Resumindo com algumas palavras do professor Flavio Bastos, que me deu aula a alguns anos atrás: “tenho certeza que um dia você será uma ótima professora como seria jornalista, engenheira e até astronauta, eu só desejo sempre que, independente da sua escolha, você seja sempre muito feliz!”. Preze pelo seu bem estar físico, mental e emocional. Siga os seus sonhos, não desista, pois, por mais difícil que seja, uma hora vai dar certo!

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Autor: 👩‍🏫 Ana Laudares, estudante de Ensino Médio, poeta em Espelho da Alma e futura professora de Física e Matemática.

ana

Referências:

Delloite’s Shift Index

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