INTERESSE PELA LEITURA

Como criar o interesse das crianças pela leitura?

É muito comum que pais de alunos em fase de alfabetização procurem o professor de seus filhos pedindo orientação para ajudá-los a lerem em casa. Percebe-se uma grande ansiedade deles em relação a aprendizagem leitora de seus filhos. Entretanto, não existe uma receita para isso! Criar um percurso leitor não é tarefa fácil, inclusive, acredito que esse seja uns dos grandes desafios que nós professores vivenciamos em sala de aula.

Sempre me pergunto “Que situações tenho oferecido no dia a dia dos meus alunos que favorecem a construção de uma relação prazerosa com a leitura?”. Talvez, refletir sobre isso, seja uma forma de repensarmos o lugar que nós adultos colocamos a leitura nas nossas vidas. Da mesma forma que é quase impossível ensinar uma criança comer coisas saudáveis só comendo fast food, fica bem complicado querer que a criança leia, se não sou um modelo leitor para ela. Portanto, acredito que um bom primeiro passo seja ler com elas e ler para elas.

Apesar de ser tarefa da escola a formação de leitores competentes e autônomos, a leitura realizada pelas famílias em diferentes circunstâncias, favorece muito a ampliação dessa competência.

Uma situação que incentiva o interesse e o hábito leitor nas crianças desde muito cedo é o acesso e a livre manipulação dos livros. Através deles, de suas ilustrações, palavras, marcas do autor ou até pela voz do leitor, as crianças se encantam e se sentem cada vez mais convidadas a desbravar essa infinidade de experiências que as leituras podem proporcionar. Elas podem entrar e sair de mundos e personagens a hora que quiserem dependendo apenas de sua própria imaginação.

Dessa forma, adquirir títulos variados, frequentar livrarias e bibliotecas para conhecer diferentes acervos, emprestar ou trocar livros com colegas e familiares, ir a rodas de contação de histórias são vivências que vão colocando o livro e a leitura em um lugar valorizado e apreciado pelos pequenos leitores.

Na minha vivência em sala de aula, percebo que proporcionar momentos de leitura que não sejam apenas vinculados à aprendizagem de conteúdos desperta nas crianças o desejo de ler cada vez mais. Para além disso, vejo que estreita as relações e os vínculos, estimula o ingresso ao imaginário e amplia o diálogo entre a criança e a realidade. E cada vez mais, através das rodas de leitura e do manuseio diário dos livros, as crianças vão se tornando mais protagonistas e autônomas na construção do seu próprio percurso leitor.

Então, ser modelo para as crianças, ler com elas e para elas e deixá-las ter mais acesso aos livros é suficiente para incentivá-las a ler? Como disse inicialmente, não se pode garantir que isso aconteça, porque não existe um roteiro pronto a ser seguido, mas, reforço que criar momentos interessantes de leitura, conversar sobre os livros e personagens, compartilhar as impressões e gostos, e fazer da leitura um hábito familiar, um momento gostoso, sem dúvida colabora para a formação de um leitor mais assíduo e autônomo.

▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪▪

Autora: 👧🏼Keyth Torelli, professora do 1° ano do Ensino Fundamental.

keyth

Referências:

COLOMER, Teresa. Andar entre livros: A leitura literária na escola. São Paulo: Global, 2007.

ZILBERMAN, Regina. A literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 2003

INOVAÇÃO NA EDUCAÇÃO

UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

A utilização de robôs e tecnologias digitais está transformando o mercado de trabalho e a educação. Instituições do mundo inteiro começam a rever suas práticas para formar profissionais adequados aos novos tempos”.

Esta é a capa da edição número 227/2018 da Revista Ensino Superior. Joahnna Annala, professora e pesquisadora da Universidade da Finlândia, esteve no Brasil para promover um programa de capacitação aos professores e chegou a conclusão que os professores de ambos os países apresentam preocupações semelhantes em relação aos seus alunos… TODOS QUEREM MOTIVÁ-LOS!

E a grande questão não é como ensinar seus alunos, mas sim como eles aprendem, e é isso que faz a grande diferença em suas rotinas de aulas. Para isso, todos os professores deveriam ser pesquisadores, e muitos pesquisadores deveriam ensinar. Essa combinação poderá levar à inovação educacional e ao desenvolvimento da sociedade.

Os Congressos em Inovação na Educação trazem a importância dos professores assumirem um novo papel de Educadores, com novas atuações e métodos, caminhando para o tão almejado “Educador do Futuro”. Ou seja, aquele que terá condições de fazer o diagnóstico cognitivo de seus alunos, descobrindo como cada aluno aprende melhor, escolhendo e organizando o conteúdo e sendo líder de equipe, prezando pela interação dos alunos e da partilha do conhecimento.

■■■■■■■■■■■■■■■■■■■■

Autora: 🙋🏻Aline Pandolfi, psicóloga e orientadora educacional.

aline

Sugestões de aprofundamento:

http://www.revistaensinosuperior.com.br/ensino-inovacao/

http://www.ibfeduca.com.br/shared/upload/acon_blog/17_295_295.pdf

http://www.porvir.org//inovacoes-em-educacao/