CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

A influência da tecnologia na construção do conhecimento

Dentre tantos outros papéis que as escolas devem se atentar, num contexto de crescimento exponencial da tecnologia, seus educadores cada vez mais se depararão com essa geração virtual do imediatismo e presentismo (carpe diem), em que se preza o agora em detrimento do futuro, uma vez que este está fora de alcance e parece muito distante de nós.

A internet, as redes sociais, os celulares, os jogos online, trazem, de fato, o desenvolvimento de uma capacidade nos jovens em lidar com o mundo atual. No entanto, já começa a se tornar perceptível que, tendo em mãos um celular ou qualquer dispositivo com internet passamos a depositar neles, nossas capacidades de pensar. É muito mais fácil e confortável procurarmos as respostas no wikipédia, por exemplo, do que tentarmos propriamente pensar sobre e chegar a uma conclusão para a pergunta.

A memória das gerações mais novas difere da memória das gerações anteriores justamente por causa da revolução tecnológica em que vivemos. Muitos estudos já mostram que a tecnologia afeta exacerbadamente nossa memória. Cada vez mais delegamos nossos próprios saberes aos aparelhos celulares ou computadores. Estes armazenam dados sem que precisemos nos preocupar em memorizar as informações, tornando-nos incapazes de lembrar de assuntos vistos num curto período de tempo.

Nas escolas isso se torna bastante evidente. Com a grande quantidade de conteúdos vistos diariamente, cresce a dificuldade em guardá-los. Acredito que estamos ficando à mercê dos servidores de armazenamento e do crescente acesso a informação e, desta forma, prejudicando nossas capacidades cognitivas de servirmos de nosso próprio conhecimento (sapere aude!). É nesse contexto que se encontra a importância de ao menos procurar instigar as futuras mentes para que a curiosidade faça parte da construção do conhecimento dos jovens. Assim, desafiar a mente e despertar inspirações nos alunos pode fazê-los caminhar para o desejo de sair da mera condição de receptores de informação e do pensamento de que a internet solve todas as questões.

Erasmo de Rotterdam, diz que os sábios são indivíduos levados ao vício e distanciados da felicidade, pode até ser, mas é através dos pensamentos constantes, perturbadores e absurdos que conseguimos sair do conforto e conformidade para entrar num mundo desconhecido e temeroso, mas cheio de possibilidades.

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Autor: 👩‍🔬Isabella Marchi Coelho, estudante apaixonada por ciências.

SMARTPHONES EM SALA DE AULA ?!

Eis a questão!

Percebam que eu falei smartphone e não celular. Isto porque os celulares, na verdade, os smartphones, se tornaram uma plataforma de trabalho. Através deles se faz pesquisas escolares, paga-se contas, pede-se comida, encontra-se caminhos, enfim, se faz uma infinidade de tarefas. A dependência por estes aparelhos só aumenta.

Eu que já fui completamente contra seu uso em sala de aula, passei a repensar minha posição e no momento estou até usando! Obviamente que ainda proíbo o uso para ligar e ficar em redes sociais, assim como o uso dos fones de ouvido. Porém, como ferramenta de trabalho utilizo em sala de aula; tudo bem que ainda estou usando de maneira tímica (disponibilizo listas de exercícios no google drive que eles acessam durante a aula para acompanhar a resolução), mas já é um começo. Além disso, estou desenvolvendo atividades para uso através dos smartphones no google forms. Cada vez mais estão sendo desenvolvidas mais atividades para uso através desses dispositivos (em todas as áreas).

Na verdade, enquanto educador, sempre me preocupei em encontrar maneiras de facilitar o aprendizado dos meus alunos: de que maneira certo conteúdo de química (minha área) poderia ser assimilado melhor? São muitas as ferramentas que um professor pode usar em sala de aula; e na minha opinião, os smartphones não podem ser desprezados. No entanto, mais que o simples uso por si só, minha grande preocupação é: como posso usar esta nova ferramenta de maneira produtiva? De que maneira ela pode contribuir com o aprendizado do aluno?

Dependendo da disciplina, os smartphones podem ser usados como uma excelente ferramenta de apoio: a pronúncia correta de uma palavra no inglês, mapas e relevo em geografia, pesquisas em história, laboratórios virtuais em química, enfim, são muitas as possibilidades de bom uso destes aparelhos; basta usar de maneira produtiva.

O fato é que não só os smartphones, mas todos os recursos tecnológicos estão auxiliando/promovendo uma grande revolução educacional (chamada por alguns de 4º revolução industrial/educacional). E, apesar da resistência de boa parcela dos professores (acredito que vem diminuindo), é inegável que está cada vez mais difícil proibir esta ferramenta em sala de aula. A própria lei que proibia seu uso foi revista.

O projeto de lei nº 860/2016 altera a lei 12.730/2007, que proibia o uso de celulares em escolas estaduais. Segundo o governo do estado de São Paulo, até outubro de 2018, sistema wi-fi e banda larga serão instalados em todas as 5 mil escolas da rede.

Assim como qualquer outra tecnologia, o uso por si só desta ferramenta não garante qualidade. Na minha opinião, o mais importante é desenvolver atividades que realmente contribuam para a ensino/aprendizado.

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Autor: 🔬Prof. Dr. Daltamir Maia, docente na área de Química no IFSP e autor de livros didáticos.

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INOVAÇÃO NA EDUCAÇÃO

UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

A utilização de robôs e tecnologias digitais está transformando o mercado de trabalho e a educação. Instituições do mundo inteiro começam a rever suas práticas para formar profissionais adequados aos novos tempos”.

Esta é a capa da edição número 227/2018 da Revista Ensino Superior. Joahnna Annala, professora e pesquisadora da Universidade da Finlândia, esteve no Brasil para promover um programa de capacitação aos professores e chegou a conclusão que os professores de ambos os países apresentam preocupações semelhantes em relação aos seus alunos… TODOS QUEREM MOTIVÁ-LOS!

E a grande questão não é como ensinar seus alunos, mas sim como eles aprendem, e é isso que faz a grande diferença em suas rotinas de aulas. Para isso, todos os professores deveriam ser pesquisadores, e muitos pesquisadores deveriam ensinar. Essa combinação poderá levar à inovação educacional e ao desenvolvimento da sociedade.

Os Congressos em Inovação na Educação trazem a importância dos professores assumirem um novo papel de Educadores, com novas atuações e métodos, caminhando para o tão almejado “Educador do Futuro”. Ou seja, aquele que terá condições de fazer o diagnóstico cognitivo de seus alunos, descobrindo como cada aluno aprende melhor, escolhendo e organizando o conteúdo e sendo líder de equipe, prezando pela interação dos alunos e da partilha do conhecimento.

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Autora: 🙋🏻Aline Pandolfi, psicóloga e orientadora educacional.

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Sugestões de aprofundamento:

http://www.revistaensinosuperior.com.br/ensino-inovacao/

http://www.ibfeduca.com.br/shared/upload/acon_blog/17_295_295.pdf

http://www.porvir.org//inovacoes-em-educacao/